Embrace the life!
Sunday, March 22, 2015
So far, So good!
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Tuesday, February 10, 2015
Sunday, January 11, 2015
Finger Tree
Can you see that road at the end of the hill?
Which one? That one where begins the rainbow? ... Yes, I
can see it!
Good! You are in the good way.
Wednesday, November 26, 2014
"Leve, leve, muito leve"
XIII
"Leve, leve,
muito leve,
Um vento
muito leve passa,
E vai-se,
sempre muito leve.
E eu não sei
o que penso
Nem procuro
sabê-lo."
O Guardador
de Rebanhos – Alberto Caeiro
Tuesday, November 25, 2014
No silêncio da altitude
-
No silêncio
da altitude
Nego-me ao barulho
dos ventos
À pequenez
das coisas pequenas.
Percebo os verdes,
os amarelos, os castanhos e outros tons
Mas nos
brancos macios me regalo. Insanamente feliz,
De encontro
ao celeste. Aquele azul no ar.
-
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Wednesday, November 12, 2014
Ouvi dizer...
- Ouvi dizer
que aqui havia monstros. Havia?
- Havia.
- Onde?
- Algures, entre
as sombras das árvores.
(Silêncio)
- Vamos
embora?
- Não, vamos procura-los.
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Sunday, November 9, 2014
Human Decay by Antoine D'Agata
Mexico, Nuevo Laredo, 1991
Germany, Hamburg 2003
Mexico, Nuevo Laredo, 1999
Guatemala
Guatemala, Puerto San Jose
Germany, Hamburg, 1998
Mexico, Tijuana, 2000
Italy, Naples, 2003
Canaries, Las Palmas
Antibodies
Antibodies
Antibodies
Antoine D'Agata
Antoine D'Agata
Antoine D’Agata (1961) é um reconhecido fotógrafo membro da famosa
Magnum Photos. O seu fascínio é direccionado sobretudo para os casos marginais,
a humanidade danificada física e mentalmente no seio da sociedade contemporânea.
No trabalho possui um terrífico realismo dirigido ao mundo das
prostitutas, dos drogados, dos sem tecto e migrantes. Um estilo por vezes
macabro e violento enfatizando a obsessão com a corporalidade.
“Eu uso a fotografia como
arma” afirma vendo a fotografia como meio para o confronto pessoal, político e
estético das coisas. O seu interesse em coleccionar imagens sobre assuntos intocados,
não noticiados ou simplesmente ignorados é brutal.
Para conseguir tais capturas viaja bastante durante longos
períodos de tempo. Os locais são por norma dos mais conflituosos e perigosos. E como a maioria dos grandes fotógrafos D’Agata vive o dilema
entre manipulação e espontaneidade. A sua estratégia está longe de ser apenas
um observador.
Característico de si, D’Agata é um nómada que usa drogas e álcool para
se conectar com os seus sujeitos. Para haver confiança é necessário haver antes
uma partilha de experiências íntimas e pessoais.
Sem qualquer pudor ou preconceito o próprio admite que usa drogas
e álcool para criar uma ponte de ligação entre si e os sujeitos, deixando de
lado os limites e as moralidades sociais. Esse é o preço a pagar para conseguir
infiltrar-se e obter partilha da outra parte.
Assim, afirma que consegue ser ao mesmo tempo, "jornalista,
escritor, psicólogo e pintor." E é desta forma que denuncia a falsa e corrupta
sociedade.
Anticorpos é o seu último trabalho sendo o mais selvático, macabro
e desconfortável de todos. Um confronto total com a verdadeira verdade nos
recantos mais escondidos do mundo.
❡
Antoine D’Agata (1961) is a recognized photographer member of the famous
Magnum Photos. His fascination is targeted especially for marginal cases, for humanity
damaged physically and mentally within contemporary society.
His work has a terrifying realism directed to the world of
prostitutes, drug addicts, the homeless and migrants. A style sometimes macabre
and violent emphasizing his obsession with corporeality.
"I use photography as a weapon" says seeing photography
as a way for personal, political and aesthetic confrontation. His interest in
collecting images of untouched issues, not reported or ignored is simply
brutal.
To catches this images he travel a lot during longs periods of
time. The locations are normally the most contentious and dangerous. And like most of great photographers D'Agata is always facing the
dilemma between manipulation and spontaneity. Its strategy is far from being
just an observer.
Characteristic of him, D'Agata is a nomad who uses drugs and
alcohol to connect with their subjects. To have confidence is needed before
sharing intimate and personal experiences.
Characteristic of him, D'Agata is a nomad who uses drugs and
alcohol to connect with their subjects. To earn confidence is needed sharing
intimate and personal experiences.
Without shame or prejudice, himself admits using drugs and alcohol
to create a bridge between themselves and their subjects, leaving aside the
limits and social morals. This is the price to pay to get to infiltrate and get
confidence of the other party.
Thus admits he can be at the same time, journalist, writer,
psychologist and painter. And this is how he denounces the false and corrupt
society.
Anticorpos é o seu último trabalho sendo o mais selvático, macabro
e desconfortável de todos. Um confronto total com a verdadeira verdade nos
recantos mais escondidos do mundo.
Antibodies is his last book being the most savage, macabre and
uncomfortable. A total confrontation with the real truth in the most hidden
corners of the world.
Fontes/Sources:
- FK Magazine;
Saturday, November 8, 2014
"Para além da curva da estrada"
"Para além da curva da
estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma."
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma."
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
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Sunday, November 2, 2014
Acid Thoughts
Acid thoughts…
They come in a strange way…
Inside the dead water he left his
ghosts.
Tired, he was gone.
He just... walked away.
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Wednesday, October 29, 2014
In a distant way
Antonio Palmerini Fotografia
Há uma relação entre o corpo, o cigarro
e a fotografia quase incompreensível. São sem conta as imagens melancolicamente
construídas em torno da mão que leva o cigarro à boca, o fumo carregado que sai
das vias respiratória e o estado distante do pensamento.
Há nelas um formato poético que faz
esquecer por momentos os malefícios do ato em si. Talvez seja a presença do
preto e branco ou do sépia, ou simplesmente seja um voyeurismo incitado pelo prazer
alheio ostentado num pequeno gesto.
Tuesday, October 28, 2014
Of a different nature
Se há coisa que detesto são rompimentos
de ciclos recentes, ciclos que se querem manter, ciclos que se querem fazer
perdurar. Nisto, posso supor que começar um blogue e na semana seguinte ficar
sem computador não deve ser muito bom presságio… Mas, fosse eu ligar a isso e
não fazia nada desta vida. A começar por aquelas mensagens de telemóveis que
implicavam um reenvio ou enfrentar uns longos anos de azar. Para isso costumo
eu dizer que já não tenho anos de vida para tantos anos de azar. Sarcasmo do puro.
Mudando de parágrafo como quem muda de
assunto… venho bombardear-vos com mais umas fotografias minhas, mas desta vez
com uma natureza diferente.
Quem me conhece de perto sabe que houve
em mim uma primeira fascinação pelos editoriais, pelo sensual, os corpos em
pose, a presença da moda, a atitude e o espírito em evidência.
E refiro-me a uma primeira fascinação
porque assim o foi. A moda foi a primeira área que me despertou todos os
sentidos, mas que felizmente deixou espaço para me inspirar e querer realizar
outras coisas. E este blogue é para isso mesmo – misturar tudo como bem me apetecer.
O gratificante de sessões como esta é
conseguir atingir o conceito idealizado, o que pode ser tramado por inúmeros
factores. Só para esclarecer que isto acontece a todos os fotógrafos, mesmo os
bem estabelecidos. Sim, sim acontece. E pode começar simplesmente entre uma
falha de comunicação entre o modelo e o fotógrafo.
Neste caso em particular as minhas
lentes já conheciam a Júlia e sabiam que a tinham de voltar a fotografar. E
isto é meio caminho andado – conhecer minimamente o/a modelo e gostar do seu
potencial enquanto tal.
Futuramente prometo deixar-vos mais
coisas, assim… todas elas bem diferentes.
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