Tuesday, February 10, 2015

Sunday, January 11, 2015

Finger Tree


Can you see that road at the end of the hill?
Which one? That one where begins the rainbow? ... Yes, I can see it!
Good! You are in the good way.

Wednesday, November 26, 2014

"Leve, leve, muito leve"


XIII
"Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo."

 O Guardador de Rebanhos – Alberto Caeiro

Tuesday, November 25, 2014

No silêncio da altitude

-
No silêncio da altitude
Nego-me ao barulho dos ventos
À pequenez das coisas pequenas.
Percebo os verdes, os amarelos, os castanhos e outros tons
Mas nos brancos macios me regalo. Insanamente feliz,
De encontro ao celeste. Aquele azul no ar.
-

Wednesday, November 12, 2014

Ouvi dizer...


- Ouvi dizer que aqui havia monstros. Havia?
- Havia.
- Onde?
- Algures, entre as sombras das árvores.

(Silêncio)

- Vamos embora?
- Não, vamos procura-los. 

Sunday, November 9, 2014

Human Decay by Antoine D'Agata


Mexico, Nuevo Laredo, 1991


Germany, Hamburg 2003


 Mexico, Nuevo Laredo, 1999


Guatemala


Guatemala, Puerto San Jose


Germany, Hamburg, 1998


Mexico, Tijuana, 2000


Italy, Naples, 2003


Canaries, Las Palmas


Antibodies


Antibodies


Antibodies


Antoine D'Agata


Antoine D'Agata


Antoine D’Agata (1961) é um reconhecido fotógrafo membro da famosa Magnum Photos. O seu fascínio é direccionado sobretudo para os casos marginais, a humanidade danificada física e mentalmente no seio da sociedade contemporânea.
No trabalho possui um terrífico realismo dirigido ao mundo das prostitutas, dos drogados, dos sem tecto e migrantes. Um estilo por vezes macabro e violento enfatizando a obsessão com a corporalidade.
 “Eu uso a fotografia como arma” afirma vendo a fotografia como meio para o confronto pessoal, político e estético das coisas. O seu interesse em coleccionar imagens sobre assuntos intocados, não noticiados ou simplesmente ignorados é brutal.
Para conseguir tais capturas viaja bastante durante longos períodos de tempo. Os locais são por norma dos mais conflituosos e perigosos. E como a maioria dos grandes fotógrafos D’Agata vive o dilema entre manipulação e espontaneidade. A sua estratégia está longe de ser apenas um observador.
Característico de si, D’Agata é um nómada que usa drogas e álcool para se conectar com os seus sujeitos. Para haver confiança é necessário haver antes uma partilha de experiências íntimas e pessoais.
Sem qualquer pudor ou preconceito o próprio admite que usa drogas e álcool para criar uma ponte de ligação entre si e os sujeitos, deixando de lado os limites e as moralidades sociais. Esse é o preço a pagar para conseguir infiltrar-se e obter partilha da outra parte.
Assim, afirma que consegue ser ao mesmo tempo, "jornalista, escritor, psicólogo e pintor." E é desta forma que denuncia a falsa e corrupta sociedade.
Anticorpos é o seu último trabalho sendo o mais selvático, macabro e desconfortável de todos. Um confronto total com a verdadeira verdade nos recantos mais escondidos do mundo.
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Antoine D’Agata (1961) is a recognized photographer member of the famous Magnum Photos. His fascination is targeted especially for marginal cases, for humanity damaged physically and mentally within contemporary society.
His work has a terrifying realism directed to the world of prostitutes, drug addicts, the homeless and migrants. A style sometimes macabre and violent emphasizing his obsession with corporeality.
"I use photography as a weapon" says seeing photography as a way for personal, political and aesthetic confrontation. His interest in collecting images of untouched issues, not reported or ignored is simply brutal.
To catches this images he travel a lot during longs periods of time. The locations are normally the most contentious and dangerous. And like most of great photographers D'Agata is always facing the dilemma between manipulation and spontaneity. Its strategy is far from being just an observer.
Characteristic of him, D'Agata is a nomad who uses drugs and alcohol to connect with their subjects. To have confidence is needed before sharing intimate and personal experiences.
Characteristic of him, D'Agata is a nomad who uses drugs and alcohol to connect with their subjects. To earn confidence is needed sharing intimate and personal experiences.
Without shame or prejudice, himself admits using drugs and alcohol to create a bridge between themselves and their subjects, leaving aside the limits and social morals. This is the price to pay to get to infiltrate and get confidence of the other party.
Thus admits he can be at the same time, journalist, writer, psychologist and painter. And this is how he denounces the false and corrupt society.
Anticorpos é o seu último trabalho sendo o mais selvático, macabro e desconfortável de todos. Um confronto total com a verdadeira verdade nos recantos mais escondidos do mundo.
Antibodies is his last book being the most savage, macabre and uncomfortable. A total confrontation with the real truth in the most hidden corners of the world.

Fontes/Sources: 

Saturday, November 8, 2014

"Para além da curva da estrada"


"Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma." 


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

Sunday, November 2, 2014

Acid Thoughts

Acid thoughts…
They come in a strange way…
Inside the dead water he left his ghosts.
Tired, he was gone.

He just... walked away.

Wednesday, October 29, 2014

In a distant way


Antonio Palmerini Fotografia

Há uma relação entre o corpo, o cigarro e a fotografia quase incompreensível. São sem conta as imagens melancolicamente construídas em torno da mão que leva o cigarro à boca, o fumo carregado que sai das vias respiratória e o estado distante do pensamento.

Há nelas um formato poético que faz esquecer por momentos os malefícios do ato em si. Talvez seja a presença do preto e branco ou do sépia, ou simplesmente seja um voyeurismo incitado pelo prazer alheio ostentado num pequeno gesto.

Tuesday, October 28, 2014

Of a different nature










Se há coisa que detesto são rompimentos de ciclos recentes, ciclos que se querem manter, ciclos que se querem fazer perdurar. Nisto, posso supor que começar um blogue e na semana seguinte ficar sem computador não deve ser muito bom presságio… Mas, fosse eu ligar a isso e não fazia nada desta vida. A começar por aquelas mensagens de telemóveis que implicavam um reenvio ou enfrentar uns longos anos de azar. Para isso costumo eu dizer que já não tenho anos de vida para tantos anos de azar. Sarcasmo do puro.
Mudando de parágrafo como quem muda de assunto… venho bombardear-vos com mais umas fotografias minhas, mas desta vez com uma natureza diferente.
Quem me conhece de perto sabe que houve em mim uma primeira fascinação pelos editoriais, pelo sensual, os corpos em pose, a presença da moda, a atitude e o espírito em evidência.
E refiro-me a uma primeira fascinação porque assim o foi. A moda foi a primeira área que me despertou todos os sentidos, mas que felizmente deixou espaço para me inspirar e querer realizar outras coisas. E este blogue é para isso mesmo – misturar tudo como bem me apetecer.
O gratificante de sessões como esta é conseguir atingir o conceito idealizado, o que pode ser tramado por inúmeros factores. Só para esclarecer que isto acontece a todos os fotógrafos, mesmo os bem estabelecidos. Sim, sim acontece. E pode começar simplesmente entre uma falha de comunicação entre o modelo e o fotógrafo.
Neste caso em particular as minhas lentes já conheciam a Júlia e sabiam que a tinham de voltar a fotografar. E isto é meio caminho andado – conhecer minimamente o/a modelo e gostar do seu potencial enquanto tal.

Futuramente prometo deixar-vos mais coisas, assim… todas elas bem diferentes. 

Thursday, October 16, 2014

Emotional Skies


"Ó céu azul – o mesmo de minha infância –
Eterna verdade vazia e perfeita!"

by Álvaro de Campos.